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O SENHOR WERTHER von AY erschaffen E SUA escrava Amar Yasmine DESEJAM A TODOS OS AMIGOS LEITORES UM 2018 DE MUITA SAÚDE, AMOR, PAZ, ALEGRIAS E PRAZERES. AGRADECEMOS SUA PRESENÇA, OS COMENTÁRIOS E AGUARDAMOS SEMPRE PELA SUA VOLTA. FELIZ ANO NOVO!-

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12 de janeiro de 2018

CUCKOLDING E FEMINIZAÇÃO

BDSM não é para pessoas de mente fraca

Quando a gente se dá ao trabalho de observar e ler - coisa meio démodé aqui no nosso mundo tupuniquim -, sobre o que rola no BDSM estrangeiro, percebe o quanto as coisas podem ser diferentes. Apesar das barreiras do idioma às vezes é possível aprender coisas interessantes.

Em alguns países do leste europeu o S&M puro é bem mais frequente do que aqui, por outro lado em países como os EUA há uma predominância de certas práticas pouco vivenciadas por nós. Em ambos os casos o BDSM vai pra rua, com ares de manifestação cultural.


A questão de como entendemos o sexo e as relações pesa muito, isso sem falar na influência dos dogmas religiosos e da nossa própria formação. Somos fruto de uma educação ainda repressora, repleta de tabus, vergonhas e preconceitos.
A forma como o BDSM é vivenciado em países outros bem demonstra como a cultura de cada povo funciona como diferencial neste sentido.

Uma prática em especial retrata essa diferença, Cuckolding.
Para muitos é uma forma de grande humilhação, este é o primeiro entendimento da maioria, mas nem sempre é assim. Há quem aprecie o ato em que a sua mulher seja fodida por outro homem, ou mesmo adotar a posição de mero coadjuvante. Não lhe é humilhante, mas um prazer e uma forma de dar à ela prazer, que segundo um praticante pode também ser entendido como o ápice da cumplicidade. Mais importante de tudo: É CONSENSUAL.
Quando termina a cena, o que resta é apenas um casal feliz. Cuckolding já é considerado, semelhantemente ao Poliamor como um estilo de vida.


Nem toda prática dita humilhante representa ser realmente humilhado, assim como nem todo castigo é entendido como tal. Para um masoquista, o Spanking nem sempre é uma punição.
Independentemente da intenção de quem comanda e do efeito causado na parte submissa, tudo é apenas Perversão.

As práticas de humilhação merecem especial atenção por atingirem não o corpo, mas o emocional. O correto é que todo possível dano, tanto físico, ou emocional seja sanado, mas quando tratamos de emoções pode ser difícil reparar o estrago feito. Um dilema entre o SSC e os RACK.


Feminização, que não se restringe ao simples ato da inversão, ,mesmo que forçada representa muito mais prazer do que punição, por demandar uma grande dose de tempo e atenção de quem domina.

Nos EUA a feminização está tão difundida na sociedade que há muitas mães que por motivos diversos, como por exemplo a diminuição da agressividade, feminizam seus filhos, sem que isso contrarie a qualquer norma, ou lei. Existem orientações na literatura (livro de Victoria Marlowe) de como fazer tal processo segundo os ditames da lei americana.  


Então é muito mais fácil lidar com questões como essa quando há um histórico na sociedade. Passa a ser algo perfeitamente aceitável e normal.
A questão da “cornitude no Cuckolding”, tão denegrida na ótica baunilha, não é vista por mim como algo pejorativo, vejo apenas como um fetiche e respeito a quem pratica.

Escrevi este texto sem outra pretensão que seja trazer à tona a discussão de um assunto polêmico em função da nossa formação cultural, além de mostrar o quanto o BDSM pode ser plural, não somente em relação às práticas, mas à sua compreensão num contexto social.

BDSM não é para pessoas de mente fraca


Werther von AY erschaffen


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